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Mãe estrangula e mata bebê de 45 dias

Um bebê de 45 dias foi estrangulado pela mãe em Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo. A criança foi morta durante a madrugada de domingo (30), e de acordo com informações da Polícia Civil, ela apresentava vários hematomas pelo corpo. Na residência os policiais encontraram diversas garrafas de cachaça e cerveja.

De acordo com a delegada de plantão, Ancila Zanol, a mãe, Luciene Gonçalves de Oliveira, 21 anos, dormia na mesma cama que o bebê, Riquelme Cleone Gonçalves de Oliveira e o outro filho, de 2 anos. Em depoimento, Luciene explicou que foi acordada pelo filho de 2 anos dizendo que o irmão estava todo molhado.

Luciene, então, pediu apoio à mãe, Deliene Gonçalves de Oliveira, 39 anos, que ajudou a filha a lavar o lençol e as roupas da criança que estavam sujas de vômito e sangue.

“O bebê vomitou muito durante o estrangulamento, e pelo seu nariz escorreu sangue”, explicou a delegada. Além da marca no pescoço, o bebê apresentava muitos hematomas pelo corpo.

Uma vizinha ajudou a mãe e a avó a levarem a criança para o hospital Santa Helena, de Itapemirim, onde já chegou morta. Os policias disseram que quando encontraram as duas na unidade de saúde elas estavam rindo. “A vizinha estava aos prantos quando os policiais chegaram, mas as duas nem pareciam se importar com o bebê”, disse a delegada.

A mãe e a avó, que ajudou a esconder as provas, foram ouvidas na delegacia de Itapemirim e autuadas em flagrante pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, sem defesa à vítima e instinto cruel. A pena pode ser entre 12 e 30 anos de prisão. As duas foram encaminhadas na noite de segunda-feira para o Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro.

Mamadeira tinha álcool, diz polícia

Na residência de Luciene, a polícia encontrou várias garrafas vazias de bebidas, como cachaça e cerveja. Segundo a delegada, vizinhos relataram que o consumo de bebidas alcoólicas era constante no local, tanto pela mãe quanto pela avó da criança.

“Quando estive lá, uma vizinha me relatou que elas bebiam o dia inteiro. E que uma vez até chegou a chamar a polícia para ir ao local”, disse a delegada.

No quarto onde a criança dormia com a mãe, a polícia localizou aos pés da cama uma garrafa, que servia como mamadeira. “A mãe disse que era água, mas dentro é possivelmente álcool, devido ao cheiro. Ela estava dando isso para a criança. Como fazia com os outros filhos mais velhos”, disse a delegada.

Filho mais velho já tinha sido doado

Além do bebê Riquelme, Luciene vivia com mais dois filhos, um de 2 e outro de 5 anos. E de acordo com o Conselho Tutelar de Marataízes, um outro filho dela, o primeiro, foi entregue para adoção pela própria avó da criança, quando ainda era recém-nascido.

Os outros dois meninos que estavam na delegacia foram encaminhados para uma Casa de Passagem em Marataízes, por meio de uma medida de emergência, e depois ficarão à disposição da Justiça, caso algum familiar queira ficar com a guarda das crianças.

Mãe nega crime

Acusada de matar o próprio filho estrangulado, Luciene Gonçalves de Oliveira, 21 anos, nega que tenha cometido o crime. Confira a entrevista concedida à reportagem da TV Gazeta Sul. 

O que aconteceu durante à noite?

– Eu não sei o que aconteceu, apenas dei de mamar ao meu filho e ele dormiu.

O bebê estava com vários hematomas pelo corpo, como a senhora explica isso?

– Não sei o que aconteceu, eu só dei de mamar a ele. E não vi nenhuma marca nele.

Na mamadeira havia álcool realmente?

– Não tinha álcool. O que eu estava dando a ele era remédio. Remédio de criança.

Como você acha que vai ficar a situação agora?

– Eu não sei. Não sei…

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