Araponga é o município com maior número de empreendedores de Minas Gerais

Regional: Ser empreendedor exige o mesmo cuidado que o Édio Anacleto Miranda tem com o café. A empresa, assim como a lavoura, precisa de investimento e um bom produto para render lucro.

Em 30 hectares, o agricultor cultiva 70 mil pés de café arábica, considerado o melhor do país. Ele é considerado um empreendedor, porque se mantém por conta própria e emprega funcionários.

‘A gente toma conta porque não tem mais mão de obra, não acha mais. Tem que pegar sozinho, eu, esposa, que roda, que mexe tudo, apanhar, roda o café, seca o café sozinho. Eu e a esposa’.

O exemplo do seu Édio confirma uma realidade em araponga: 65% das pessoas que tem uma ocupação são donas do próprio negócio. O município concentra o maior número de empreendedores de Minas Gerais, de acordo com um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O ranking leva em conta dados como o número de habitantes, a escolaridade e a população economicamente ativa, que compreende moradores entre 15 e 65 anos. ‘O empreendedorismo para nós aqui é a base fundamental, a iniciativa fundamental, com apoio da Prefeitura aqui para os pequenos empreendedores’, analisou o prefeito Anylton Sampaio.

Só na zona rural são 3500 cafeicultores. A pesquisa diz ainda que em municípios que tem a economia basicamente agrícola, o número de empreendedores normalmente é maior. Mas a renda média é menor.

Os empreendedores tem em comum o fato de que participam de um negócio de risco, sem remuneração fixa. Por isso, muitos produtores rurais aqui de Araponga diversificam as atividades, e apostam também no turismo rural, como explica a Secretária de Turismo, Simone Sampaio da Silva. ‘Nós temos a preocupação aqui de tornar os produtos competitivos no mercado nacional e internacional, como hoje nas cidades desenvolvidas turisticamente que a gente tem no Brasil. Então é um ponto, porque o turista vem, ele quer comer, ele quer comprar, ele quer conhecer a cultura. Então, isso é muito importante, agregar valor ao turismo. E também aos produtores que aqui existem, que vão estar tendo uma renda extra com os produtos que eles fazem’.

João da Silva Neto saiu do campo para transformar esse casarão do século 19 em uma pousada com oito suítes. Ele investiu R$900 mil na reforma, e fez ainda um restaurante no porão. A ideia é trazer turistas que buscam sossego, boa comida e a proximidade com a natureza. ‘O nosso objetivo sempre é agregar valor aos produtos. Nós temos um produto hoje que não utilizamos inseticidas, que são 100% orgânicos, nós não encontramos ainda um mercado perfeito onde a gente podia escoar os nossos produtos. A logística é muito cara. Então nós resolvemos vendê-los aqui mesmo no nosso território e isso está realmente gerando um diferencial, o consumidor também ganha com isso, não paga preço tão exorbitantes como é em grandes cidades e nós estamos tendo muito sucesso com isso’. Com informações Megaminas.

Por: Click Carangola | Sugestões de pauta: clickcarangola@gmail.com

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